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domingo, 12 de dezembro de 2010

Musashi, o espírito samurai


O filme O Último Samurai, superpro-dução com o astro Tom Cruise que estreou no Brasil em janeiro, recria os derradeiros dias dos homens que comandaram os destinos do Japão durante mais de 700 anos. Da sua ascensão à elite do país até o ocaso, os samurais moldaram valores que ainda são caros aos japoneses de hoje. Prova disso é a popularidade daquele que é considerado o maior de todos os samurais, Miyamoto Musashi, morto há quase 350 anos. Durante todo o ano de 2003, a NHK, principal emissora de TV do Japão, exibiu um seriado sobre Musashi que cativou milhões de espectadores. O épico foi baseado no romance Musashi, do escritor Eiji Yoshikawa. Publicado originalmente como um folhetim no Asahi Shimbun, entre 1935 e 1939, tornou-se a obra literária de maior sucesso na história do Japão, com mais de 120 milhões de exemplares vendidos. Foi traduzido para 23 línguas, incluindo o português. Inspirou uma história em quadrinhos, a Vagabond, que já vendeu 28 milhões de cópias no Japão e foi lançado também no Brasil.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Historia do Muay Thai


Significado da palavra
MUAY THAI: Arte livre

O Muay Thai, o qual também é conhecido como Thai Boxing em alguns países como Estados Unidos e Inglaterra, é muito conhecido no Brasil como Boxe Tailandês e é uma Arte Marcial Tailandêsa com mais de 2.000 anos de idade. A origem do Muay Thai confunde-se com a origem do povo Tailandês. Existem várias versões sobre a origem do Muay Thai. A mais aceita pela maioria dos Mestres de Muay Thai e também por vários historiadores Tailandeses é a seguinte:

sábado, 4 de dezembro de 2010

O império do Vaticano


A passagem é uma das mais famosas da Bíblia. Diante da fé inabalável de seu discípulo Simão, Jesus teria declarado: “Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja. Darei a ti as chaves do Reino dos Céus”. A frase se tornou a base da autoridade dos papas. Como sucessores diretos de Pedro, eles teriam de guiar todos os cristãos do mundo, seguindo os ensinamentos de Jesus. Os papas, entretanto, não se contentaram com os Céus. Acabaram se tornando donos das chaves de muitos reinos da Terra.

Apenas três séculos após a morte de Pedro, os pontífices deixaram de ser líderes de uma seita perseguida para virar interlocutores de imperadores. Com o tempo, tornaram-se senhores de seu próprio império, governando grandes extensões de terra na Itália e fora dela, só perdidas no século 19. Em sua busca por território e poder, negociando nos bastidores ou comandando exércitos pessoalmente, houve momentos em que os papas pareciam ser capazes de moldar o mundo como quisessem.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Glória feita de sangue


"Vendo tantas cidades e vilas situadas na água e outras tantas aldeias em terra firme, fomos tomados de admiração. Por causa das grandes torres e pirâmides que se elevavam da água, alguns soldados chegavam mesmo a se perguntar se aquilo não era um sonho." As palavras são de Bernal Diaz del Castillo, escrivão do conquistador espanhol Hernán Cortéz, que chegou à região da atual Cidade do México em novembro de 1519. O deslumbre é justificado. Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, era uma metrópole de 15 quilômetros quadrados, incrustada num lago, interligada às margens por calçadas artificiais e entrecortada por uma rede de canais e aquedutos. Não fossem os habitantes tão estranhos aos olhos europeus, a cidade se confundiria com Veneza - só que mais bonita e higiênica.

Cortéz e seus homens foram bem recebidos. Montezuma II, o imperador dos astecas, não sabia o que pensar daquele capitão de cabelos dourados montado em um cavalo, animal nunca antes visto por ali. Poderia ser o deus Quetzalcoatl que retornava à Terra. Na dúvida, achou sábio fazer um agrado. Entre pedras preciosas e iguarias, o imperador ordenou que seus mensageiros presenteassem o estrangeiro com um banquete de carne humana. Os espanhóis desconfiaram do cheiro forte de sangue e descobriram, horrorizados, o que estavam comendo. Vomitaram imediatamente e não aceitaram mais nenhum alimento. Era um mau sinal. Fossem eles deuses ou não, as coisas não seriam nada fáceis para os astecas. Dois anos depois, sua civilização estava dissolvida. Desaparecera tão rápido quanto havia se desenvolvido.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ecos da revolução francesa


A economia francesa era uma das mais fortes no fim do século 18. No comércio exterior, a França movimentava cifras equivalentes a 1 bilhão de libras, ficando atrás apenas da Inglaterra e da Espanha. Internamente, contudo, o país sofria de graves problemas. Para começar, os 97% da população que formavam o Terceiro Estado (camponeses, pequenos proprietários de terras, servos, artesãos e burguesia) arcavam com toda a carga tributária que sustentava o Primeiro Estado (clero) e o Segundo Estado (nobreza). Para complicar, o comércio e a indústria levaram à estagnação dos negócios: empresas fecharam, aumentando o desemprego. Clima de ebulição social.


San Martín: o libertador da América


Janeiro de 1817. O vento gélido dos Andes penetrava fácil nos uniformes esfarrapados de um dos exércitos mais obstinados das Américas. Os ponchos doados pelas mulheres identificadas com a causa da libertação não eram capazes de resguardar o calor da tropa. As alturas das montanhas, que tantas vidas cobraram, eram o primeiro e, talvez, o mais cruel inimigo daqueles homens. A cada passo, o objetivo parecia ficar mais distante. Entre os cavalos e mulas que levavam soldados e mantimentos, somente os mais fortes e afortunados sobreviveriam. Para aqueles que acreditaram no ideal da revolução, não seria diferente. Mas no comando daquelas centenas de homens havia um general determinado e em busca de seu grande ideal: um continente livre e soberano.

Quase trinta e nove anos antes, no dia 25 de fevereiro de 1778, num povoado às margens do rio Uruguai chamado Yapeyú – atual província de Corrientes, na Argentina –, nascia José Francisco de San Martín. O sangue dos colonizadores corria forte em suas veias. Ele era o quinto filho do governador da região, o capitão espanhol Juan de San Martín, e de Gregória Matorras, descendente de uma família de conquistadores também espanhóis. Logo aos 6 anos, a ligação de seu pai com a terra natal o levaria pela primeira vez ao Velho Continente. Foi na Espanha que San Martín iniciou sua bem-sucedida carreira militar. Aos 13 anos, ele já participava de seu primeiro combate, durante o sítio à atual Argélia.


Simón Bolívar: meu sonho de liberdade


"Juro pelo amor do Deus de meus pais. Juro por eles. Juro pela minha honra e juro pela minha pátria que não darei descanso a meu braço, nem repouso a minha alma, até que haja rompido as correntes que nos oprimem por vontade do poder espanhol!” Esse compromisso, assumido por Simón Bolívar quando ele tinha pouco mais de 20 anos, foi levado às últimas conseqüências. O Libertador, como ficou conhecido, coordenou as campanhas militares responsáveis pela independência de cinco países sul-americanos: Colômbia, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia. Vitorioso, passou a lutar pela união das nações latino-americanas e por justiça social. Em pouco tempo, essas causas acabariam levando-o à ruína.

Bolívar nasceu em Caracas, na então América Espanhola, no dia 24 de julho de 1783. Sua família pertencia à elite da colônia. Perdeu o pai aos 3 anos e a mãe aos 9. Aos 15, foi enviado a Madri para concluir os estudos. Na capital da metrópole, ele conheceu a espanhola Maria Teresa Toro, com quem se casou em 1802. Retornou para Caracas, onde poderia ter vivido em paz cuidando dos negócios familiares. Mas a fatalidade voltaria a castigá-lo: dez meses depois de chegar à América, sua esposa morreu de tuberculose. Bolívar decidiu nunca mais se casar. A causa da independência se tornaria, assim, sua principal paixão. Em 1805, Bolívar fez uma viagem a pé pela Itália junto com seu tutor Simón Rodríguez. Diante dele, no alto do monte Sacro, em Roma, Bolívar fez o juramento que abre este texto. No ano seguinte, voltou à sua terra natal. Estava pronto para a primeira grande luta de sua vida.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Marquês de Pombal contra o velho mundo


Em 1723, o português Sebastião José de Carvalho e Melo raptou Teresa de Noronha e Bourbon Mendonça e Almada, uma formosa viúva pertencente à mais alta elite de seu país. Casaram-se contra a vontade da família dela, que não via com bons olhos sua união com um obscuro membro da pequena nobreza. O matrimônio não gerou filhos, mas foi uma amostra da ousadia do homem que mudaria o destino de Portugal. O futuro marquês de Pombal era tudo, menos um romântico sonhador. Da mesma maneira que traçou com mão de ferro as linhas de sua vida pessoal, Carvalho e Melo conduziu os portugueses após um dos mais terríveis desastres naturais da história da humanidade: o terremoto de Lisboa, que devastou a capital portuguesa em 1755.

A figura do marquês entrou de modo ambíguo nos livros de história. Ora retratado como déspota esclarecido, ora como ditador sanguinário, muitos foram os adjetivos usados para descrever o poderoso ministro, que comandou Portugal durante o reinado de José I. Ninguém questiona, entretanto, o fato de que Pombal tornou-se um marco na história do império português – que, na época, incluía o Brasil. Nascido em 1699, Carvalho e Melo não deu mostras na juventude de que seria um grande líder. Por influência de seu tio Paulo de Carvalho, que dava aula na Universidade de Coimbra, ele conseguiu se matricular naquela instituição. Mas logo abandonou os estudos para entrar no exército, onde não conseguiu passar do posto de cabo. Desiludido, decidiu estudar Direito e História – o que lhe rendeu, aos 34 anos, um posto na Academia Real da História.


sábado, 13 de novembro de 2010

Ieyasu Tokugawa, o destemido senhor da guerra


De cada lado do desfiladeiro há mais de 80 mil homens. Alguns enchem seus mosquetes com pólvora e chumbo, outros desatam suas longas espadas da cintura. Todos vestem armaduras parecidas e apenas pedaços de papel colorido amarrados na bainha da espada ou da roupa os diferenciam em meio ao forte nevoeiro que desce com o nascer do dia. Com um sinal de sua bandeira, o velho senhor da guerra Ieyasu Tokugawa sinaliza a seus homens que é hora de derramar o sangue daqueles que o desafiaram. A mais decisiva das batalhas travadas em solo japonês, enfim, começa.

Era 21 de outubro de 1600, o dia em que um Japão unificado começou a emergir. A batalha de Sekigahara, que causou mais de 30 mil mortes, pôs fim às disputas entre senhores feudais. A partir dali, todos obedeceriam a um só líder: o xogum Tokugawa, o mais poderoso de todos os detentores do título até então.


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Maria Antonieta: A última rainha


Virar ícone de uma época – representar uma classe, um modo de pensar e de viver – é destino para poucas pessoas. Uma delas, sem dúvida, foi a austríaca Maria Antônia Josefa Johanna von Habsburg-Lothringen, ou simplesmente Maria Antonieta. O problema é que, dependendo de quem a julga, ela é vista de jeitos completamente diferentes. A controvérsia começou ainda na época de sua morte, no fim do século 18. De um lado, era tida como símbolo da arrogância e da insensatez da monarquia francesa. De outro, era admirada como uma mártir, quase uma santa, sacrificada por loucos que tinham se voltado contra a ordem sagrada das coisas.

Durante muito tempo, a discórdia prosseguiu e, no meio da briga, sobrava pouco espaço para quem queria conhecer a Maria Antonieta de carne e osso. Nos últimos anos, porém, historiadores têm se esforçado para trazer à tona uma imagem mais equilibrada da rainha. Os novos estudos mostram que Maria Antonieta não foi uma mulher fútil e ingênua, mas uma mestra em usar o glamour como arma para se firmar numa corte estranha e hostil.


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