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domingo, 19 de dezembro de 2010

Gandhi, em nome da paz


Silêncio na sala de aula. Começa o ditado. “Uma das palavras era ‘chaleira’, que eu escrevi errado. O professor tentou me avisar com a ponta da bota, mas não entendi que ele estava me dizendo para colar a palavra do colega ao lado. (...) O resultado foi que todos escreveram a palavra corretamente, menos eu, considerado estúpido. O professor procurou me alertar sobre minha estupidez, mas nunca consegui aprender a arte de colar. Mais tarde, soube de outras falhas cometidas por esse professor, mas minha admiração por ele nunca diminuiu.”

sábado, 18 de dezembro de 2010

Sociedades secretas


A trama de O Código Da Vinci, o maior sucesso editorial dos últimos anos, foi toda construída a partir da fascinante idéia de que sociedades secretas não só existem como podem mudar o rumo dos acontecimentos e da história como a conhecemos hoje. Algumas dessas sociedades ocultas, como o Priorado de Sião e o Opus Dei, têm papel de destaque na aventura descrita pelo escritor americano Dan Brown. A essas organizações misteriosas credita-se o conhecimento de informações secretas, algumas místicas até. Essas sociedades também seriam responsáveis por planos conspiratórios que teriam um único objetivo final: dominar o mundo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ilhas Malvinas: o rato que ruge


A ordem de ataque foi dada às 23 horas do dia 1º de abril de 1982. Já a postos, homens do primeiro comando anfíbio deixaram o navio Santíssima Trindade e enfrentaram em botes infláveis as águas geladas do Atlântico Sul. Levaram uma hora para chegar a Porto Enriqueta, a 500 quilômetros da costa argentina e avançaram no meio da névoa por seis quilômetros até avistar o quartel da marinha inglesa. Tinha início a Operação Rosário, lançada pelo governo da Argentina para recuperar as ilhas Malvinas (ou Falklands, para os ingleses) depois de 149 anos de domínio britânico.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Hiroíto: As várias faces do imperador


Cansado dos bombardeios freqüentes, das mortes e da fome causadas pela Segunda Guerra, o povo japonês esperava o anúncio que o imperador faria pelo rádio. Apesar da tristeza e da exaustão, sobrava espaço para um certo frisson no ar. Naquele 15 de agosto de 1945, ao meio-dia, pela primeira vez o monarca iria falar diretamente a seus súditos. Até então, seus decretos eram sempre lidos por algum emissário. Em aparições públicas, ninguém estava autorizado a olhar diretamente para o soberano. Tocá-lo era proibido até mesmo para seus médicos e alfaiates. Ele era o deus vivo, descendente da deusa do Sol, Amaterasu.

As mil e uma faces de Mao Tsé-tung


Praticamente todos os grandes ditadores do século 20 foram condenados pela história. Na Rússia, Stálin não passa de um espectro que poucos gostariam de reviver. Na Itália, quase não se vêem imagens de Benito Mussolini. E nem é preciso dizer o que aconteceria a um alemão se ele resolvesse vestir uma camiseta com a foto de Adolf Hitler. No caso do líder chinês Mao Tsé-tung, o julgamento parece ainda estar em aberto. “Apesar de milhões de chineses terem morrido durante seu regime, a imagem de Mao continua não apenas aceitável, como é considerada um ícone fashion em vários países do Ocidente”, escreveu recentemente Arthur Waldron, professor de Relações Internacionais da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos, na revista americana Commentary. “Como os próprios chineses nunca o repudiaram totalmente, sua figura continua sendo fonte de legitimidade para o governo de Pequim.”

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Norte contra Sul: Avanço fulminante rumo a Saigon


Com exceção da cidade de Xuan Loc, o Exército Popular do Norte chegou à capital do Vietnã capitalista com uma facilidade e rapidez que nem eles esperavam. A dica de que havia chegado o momento de conquistar definitivamente todo o país foi dada em 6 de janeiro de 1975, quando os norte-vietnamitas invadiram e tomaram a cidade de Phuoc Long, a apenas 100 quilômetros a noroeste da capital Saigon.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Historia do Muay Thai


Significado da palavra
MUAY THAI: Arte livre

O Muay Thai, o qual também é conhecido como Thai Boxing em alguns países como Estados Unidos e Inglaterra, é muito conhecido no Brasil como Boxe Tailandês e é uma Arte Marcial Tailandêsa com mais de 2.000 anos de idade. A origem do Muay Thai confunde-se com a origem do povo Tailandês. Existem várias versões sobre a origem do Muay Thai. A mais aceita pela maioria dos Mestres de Muay Thai e também por vários historiadores Tailandeses é a seguinte:

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A Criação de Israel: duas visões conflitantes


Se existe uma lição filosófica inconfundível na criação do Estado de Israel, é esta: o significado de um fato histórico depende do olho de quem o vê. Para boa parte do mundo (incluindo a maioria dos judeus ao redor do planeta, claro) a fundação de Israel foi um feito heróico, uma proeza épica, a culminância de um sonho milenar, que inflamou o coração de gerações e gerações de hebreus desde os tempos da Diáspora. Para os árabes palestinos, no entanto, foi uma catástrofe. Até hoje, eles relembram o ano de 1948 como "El-Nakba" - ou "a desgraça".

A versão israelense

domingo, 5 de dezembro de 2010

A partilha da Palestina


Os senhores todos sabem como votar. Os que são a favor dirão sim; os que são contra dirão não; e os que se abstêm sempre sabem o que dizer.” Passava das 16 horas no dia 29 de novembro de 1947, em Lake Sucess, perto de Nova York, quando o presidente da Assembléia Geral da ONU, o gaúcho Oswaldo Aranha, abriu a votação que decidiria a sorte de uma região de pouco mais de 20 mil km2 no Oriente Médio. Os 56 países presentes deveriam votar a favor ou contra a partilha da Palestina em dois Estados: um árabe, outro judeu.

Não havia televisão, muito menos internet. Era grudando o ouvido no rádio que os habitantes do Mandato Britânico na Palestina acompanhavam a votação. Em função do fuso horário, já era noite em Jerusalém, Belém, Tzova, Ramallah e demais cidades da região. Mas quem conseguia dormir com uma questão dessas sendo decidida? A Assembléia Geral analisava a terceira proposta feita pelo Comitê ad hoc – ou seja, a partilha política. A região contava com uma população de 1,3 milhão de árabes e cerca de 600 mil judeus. Jerusalém não ficaria com judeus nem árabes: teria a tutela da ONU. O futuro Estado judeu corresponderia a 55% do território. Ao Estado árabe caberiam 45% da área.

sábado, 4 de dezembro de 2010

O império do Vaticano


A passagem é uma das mais famosas da Bíblia. Diante da fé inabalável de seu discípulo Simão, Jesus teria declarado: “Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja. Darei a ti as chaves do Reino dos Céus”. A frase se tornou a base da autoridade dos papas. Como sucessores diretos de Pedro, eles teriam de guiar todos os cristãos do mundo, seguindo os ensinamentos de Jesus. Os papas, entretanto, não se contentaram com os Céus. Acabaram se tornando donos das chaves de muitos reinos da Terra.

Apenas três séculos após a morte de Pedro, os pontífices deixaram de ser líderes de uma seita perseguida para virar interlocutores de imperadores. Com o tempo, tornaram-se senhores de seu próprio império, governando grandes extensões de terra na Itália e fora dela, só perdidas no século 19. Em sua busca por território e poder, negociando nos bastidores ou comandando exércitos pessoalmente, houve momentos em que os papas pareciam ser capazes de moldar o mundo como quisessem.


Carrascos nazistas: Felizes para sempre


Assim que a Segunda Guerra acabou na Europa, em junho de 1945, a derrotada Alemanha foi dividida em quatro zonas, controladas pelos três grandes vencedores – americanos, soviéticos e britânicos – e pelos franceses. Cerca de 1,5 milhão de ex-combatentes alemães voltavam a seu país, vindos de locais como França, Itália e Polônia. Por todo o continente, havia ainda 2,5 milhões de prisioneiros: soldados, oficiais, políticos e colaboradores nazistas, entre os quais estavam responsáveis por um conflito que causou pelo menos 40 milhões de mortes e pelo extermínio de cerca de 6 milhões de judeus, 2 milhões de eslavos e outros 200 mil civis (como ciganos e testemunhas de Jeová).

Quando cessaram os tiros, um objetivo dominou os vencedores: punir os perdedores. “A punição de criminosos de guerra não se trata de vingança”, afirmou o historiador britânico Eric Hobsbawm no livro Era dos Extremos. “Trata-se de trazer de volta a ordem e a normalidade, restabelecendo a confiança dos povos nos organismos legalmente constituídos.” Segundo Hobsbawm, esse processo de “desnazificação da Europa” não pretendia condenar milhares, mas “punir aqueles que servissem de exemplo”.


domingo, 28 de novembro de 2010

URSS: o gigante se levanta


Quando os operários assumiram o controle das fábricas e os camponeses, das terras, Lenin talvez não imaginasse que os russos ainda sofreriam tanto para que o socialismo se consolidasse na Rússia. Com medo de que os ideais revolucionários se espalhassem pelo mundo, as grandes potências da época apoiaram a contra-revolução e invadiram o país em várias frentes. O Exército Vermelho, organizado por Trotski, conseguiu expulsar os inimigos. “Mas ninguém acreditava que os comunistas se sustentariam no poder por muito tempo”, diz Osvaldo Coggiola, professor titular de História Contemporânea da Universidade de São Paulo (USP).

Embora vitoriosos, diz Coggiola, os bolcheviques tinham sofrido um importante revés durante a Guerra Civil. Em 1920, quando invadiram a Polônia, eles achavam que os operários do país vizinho seriam seus aliados e estariam prontos para um levante proletário semelhante ao russo. Mas estavam enganados. “O espírito nacionalista falou mais alto e os trabalhadores poloneses pegaram em armas contra o Exército Vermelho”, explica o professor. A Polônia acabou se transformando numa verdadeira muralha entre a Rússia e Alemanha, o que impediu o avanço da revolução bolchevique rumo ao Ocidente.

Cuba sem Fidel


O rio Jaimanitas segue, sem pressa, em direção ao mar sempre azul do Caribe. Vindo das montanhas de Quines e Santa Clara, a quilômetros dali, ele não corre: escorre preguiçoso sob o forte sol de janeiro e, quando chega a Havana, suas águas se espalham por 40 metros de largura. O historiador e escritor cubano Enrique Cirules, professor da Universidade de Havana, mora a apenas quatro quarteirões da margem esquerda do rio. Para ele, qualquer um que queira contar a história de Havana, ou de Cuba, deve começar pelo rio Jaimanitas. “Aqui, há quatro séculos os exploradores espanhóis se abasteciam de água para seguir terra adentro, de onde retiravam barcaças cheias de prata, níquel e cobre, enchiam seus galeões e partiam do porto de Carenas seguindo para a Europa”, diz Cirules. Quando o metal acabou, o Jaimanitas viu as multidões de escravos africanos serem trazidas para trabalhar nas plantações de cana. “Não há mais resquícios, mas na margem direita ficava um dos maiores mercados em que os negros eram negociados entre traficantes e fazendeiros”, afirma Cirules, olhando em direção ao vazio. Por fim, as águas verdes do Jaimanitas foram tingidas de sangue. “Aqui, os cubanos armaram barricadas para expulsar os espanhóis e conquistar sua liberdade, em 1868, no primeiro movimento de independência de Cuba, a chamada Grande Guerra.” A luta contra os espanhóis se estenderia até 1898. E esse é o primeiro capítulo da história da Cuba moderna.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Erwin Rommel: a raposa do deserto


"O senhor é muito rápido para nós”, disse o general francês logo após se render ao comandante inimigo. A frase soaria frágil e covarde, não fosse dirigida a um dos mais astutos e mitológicos personagens dos campos de batalha. O tal “senhor”, no caso, é um general que conseguiu feitos inacreditáveis nas mais adversas situações. Colecionador de ações antológicas nas duas grandes guerras que a humanidade já assistiu, Erwin Rommel era um alemão ágil e sabido, que em pouco tempo se tornou o mais famoso estrategista da Segunda Guerra Mundial. Com suas tropas, conseguiu avançar cerca de 240 quilômetros em apenas 24 horas, feito que nenhum outro general foi capaz de produzir naqueles tempos. Logo ganhou o apelido de “A Raposa do Deserto”, após fortalecer as combalidas tropas italianas de Mussolini no norte da África, em 1941, e, de quebra, fazer as avançadas tropas britânicas recuarem no front africano.

Filho de um professor universitário com uma jovem de ascendência nobre, Rommel nasceu em 1891 na cidade de Heidenheim. Desde a infância, mostrava gosto por aviões e planadores, mas acabou ingressando aos 18 anos no 124º Regimento de Infantaria de Württemberg. Nas cartas trocadas com a mulher, durante o período em que esteve no deserto, transparece um dedicado pai de família, interessado com o desempenho escolar do único filho, a quem sempre cobria de elogios. Qualidade, por sinal, que também era vista na sua relação com os soldados. Sem grosserias, calmo, ensinava técnicas de combate salientando que a ousadia e a surpresa eram as grandes armas de um exército.


domingo, 21 de novembro de 2010

Árabes X Judeus: as sementes da discórdia


Está em curso a Primeira Guerra Mundial. Jerusalém, cidade sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos, ainda é controlada pelos turcos otomanos, parceiros de alemães e austro-húngaros no conflito. Do outro lado da briga está a Tríplice Entente, liderada por britânicos, franceses, russos e, a esta altura, também por americanos. Os britânicos avançam sobre a Terra Santa, na bem-sucedida Campanha da Palestina. Estamos em 1917 e a guerra já caminha para sua fase final. Mas ainda há tempo para abrir um novo capítulo na história do Oriente Médio.

No dia 11 de dezembro daquele ano, o general Edmund Allenby e cerca de 20 oficiais de Sua Majestade entram na Cidade Velha de Jerusalém pelo portão de Jaffa. Era o fim da era otomana. Dali em diante, a Palestina seria controlada pelos britânicos. A tomada de Jerusalém fora pedida ao general Allenby pelo primeiro-ministro Lloyd George, como um “presente de Natal” para a população da Grã-Bretanha. Cristãos finalmente voltavam a dominar o lugar onde nascera e morrera Jesus Cristo. Mas o que os britânicos ganharam ao assumir o controle do território palestino não foi exatamente um “presente”.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Os últimos dias de Hitler


O führer tombou. Com a mais profunda tristeza e reverência, o povo alemão se curva ante o chefe morto.” Essas palavras soaram como uma bomba – talvez a pior delas – em toda a Alemanha na manhã do dia 1º de maio de 1945. Foram transmitidas por uma rádio de Hamburgo como um comunicado oficial escrito pelo almirante Karl Dönitz. Dois dias antes, Adolf Hitler o nomeara chefe de estado e do Exército alemão. O líder nazista se suicidou com um tiro na cabeça no bunker que ele mandou construir em Berlim.

A bala encerrava de uma vez por todas um dos mais macabros capítulos da história, em que foi promovido o pior genocídio do século 20. Mais de 12 milhões de pessoas morreram debaixo da égide do regime nazista, comandado por Adolf Hitler e que durou pouco mais de 12 anos na Alemanha.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Waterloo: a última batalha de Napoleão


Os últimos dias de março de 1815 foram azedos para os diplomatas reunidos em Viena. Ali, representantes de Rússia, Prússia, Áustria, Suécia, Inglaterra e várias nações e reinos menores tentavam, havia meses, redesenhar o mapa político da Europa, reinstaurando as monarquias e os territórios que existiam antes do furacão napoleônico. Porém a ilusão de que o general corso estava liquidado acabou quando souberam que ele não só havia retornado do exílio em Elba (uma ilhota no Mediterrâneo), como no dia 20 de março fora recebido em glória em Paris. Os aliados mal puderam acreditar. Napoleão, dez meses antes, em 11 de abril de 1814, fora derrotado por uma coalizão de mais de 500 mil soldados de várias nações européias, que se sublevaram contra o domínio francês após a desastrosa campanha napoleônica na Rússia, em 1812. Vitoriosos, os aliados colocaram Luís XVIII no trono da França e enviaram Bonaparte ao exílio. Agora, quando estavam prestes a dividir o bolo, teriam de brigar novamente com seu pior pesadelo. E em etapas longas, até a definição, na batalha conhecida como Waterloo.


sábado, 13 de novembro de 2010

Camarada Ernesto Che Guevara


Ele abandonou a medicina, a família e seu país para conhecer a América e os americanos. Acabou se transformando num guerrilheiro e lutando pela independência em uma pequena ilha do Caribe, da qual pouco sabia. Morto antes de completar 40 anos, tornou-se um dos símbolos do século 20

O muro de Berlim caiu em 1989, levando junto a União Soviética e uma penca de regimes do “socialismo real”, mas Ernesto Che Guevara sobreviveu. Argentino de nascimento, cubano por adoção e latino-americano por vocação, o jovem que se tornou guerrilheiro e a mais influente figura da Revolução Cubana, só abaixo de Fidel Castro, foi executado em 9 de outubro de 1967 por uma unidade do Exército boliviano treinada pela CIA, a agência de inteligência do governo dos Estados Unidos.


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