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domingo, 12 de dezembro de 2010

Khmer: O império perdido


O naturalista francês Henri Mouhot não acreditava no que via. Em meio à densa selva asiática do Camboja, então parte da colônia francesa da Indochina, templos imensos, esculturas riquíssimas e um complexo sistema hidráulico apareciam a seus olhos – isso entre árvores, macacos, leopardos e insetos, muitos insetos. As construções, engolidas pela floresta, eram descobertas naquela missão de 1860, patrocinada pela Real Sociedade Geográfica britânica e pela Sociedade Zoológica de Londres. O mundo era apresentado, estupefato, ao Império Khmer, uma das maiores civilizações da Idade Média.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Historia do Muay Thai


Significado da palavra
MUAY THAI: Arte livre

O Muay Thai, o qual também é conhecido como Thai Boxing em alguns países como Estados Unidos e Inglaterra, é muito conhecido no Brasil como Boxe Tailandês e é uma Arte Marcial Tailandêsa com mais de 2.000 anos de idade. A origem do Muay Thai confunde-se com a origem do povo Tailandês. Existem várias versões sobre a origem do Muay Thai. A mais aceita pela maioria dos Mestres de Muay Thai e também por vários historiadores Tailandeses é a seguinte:

sábado, 4 de dezembro de 2010

O império do Vaticano


A passagem é uma das mais famosas da Bíblia. Diante da fé inabalável de seu discípulo Simão, Jesus teria declarado: “Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja. Darei a ti as chaves do Reino dos Céus”. A frase se tornou a base da autoridade dos papas. Como sucessores diretos de Pedro, eles teriam de guiar todos os cristãos do mundo, seguindo os ensinamentos de Jesus. Os papas, entretanto, não se contentaram com os Céus. Acabaram se tornando donos das chaves de muitos reinos da Terra.

Apenas três séculos após a morte de Pedro, os pontífices deixaram de ser líderes de uma seita perseguida para virar interlocutores de imperadores. Com o tempo, tornaram-se senhores de seu próprio império, governando grandes extensões de terra na Itália e fora dela, só perdidas no século 19. Em sua busca por território e poder, negociando nos bastidores ou comandando exércitos pessoalmente, houve momentos em que os papas pareciam ser capazes de moldar o mundo como quisessem.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

A fúria Viking


No fim do século 8, a ilha de Lindisfarne, na costa nordeste da Inglaterra, abrigava agricultores, pastores e religiosos. Era um local sagrado, onde Santo Aidan havia vivido 100 anos antes. Todos os tesouros do povoado se resumiam a um punhado de objetos de culto, como cálices e hostiários feitos de metais preciosos, que ficavam guardados num mosteiro. Como a maioria da Europa era cristã, os moradores de Lindisfarne podiam até temer uma invasão, mas tinham certeza de que suas relíquias religiosas jamais seriam tocadas. Toda essa confiança ruiu em 8 de junho de 793. Foi quando uma horda de homens desembarcou na ilha, vinda das gélidas ter­ras do norte. Com ferocidade e rapidez, eles saquearam o mosteiro e mataram os monges que cuidavam dele.

A invasão de Lindisfarne foi só o começo. Ela marcou o início da Era dos Vikings. Entre o fim do século 8 e a metade do século 11, boa parte da Europa seria aterrorizada pelos guerreiros escandinavos. Primeiro na costa britânica, depois no resto do continente, os europeus descobriram que nada era páreo para os vikings. Nem crenças celestes nem tampouco regras terrenas. Não foi à toa que seu nome se originou do termo nórdico vik, que se refere a alguém que espreita em uma baía – em outras palavras, um pirata. Pagãos, os vikings não diferenciavam camponeses de monges ou tesouros de relíquias cristãs. Para eles era tudo igual, o que chocou os cronistas europeus da época, que descreviam os vikings como “bárbaros” sem piedade.


Gêngis Khan: A Fúria Mongol


O ano é 1215. Zhongdu, capital do Império Jin, cai na segunda tentativa de invasão pelos mongóis. Um ano antes, um pesado tributo foi pago e os bárbaros das estepes se foram. Desta vez, porém, nem os muros de pedra com 12 metros de altura, nem a chuva de setas despejada pelos mais de mil arqueiros postados no alto das torres foi capaz de deter o cerco. Quem não fugiu se arrependeu. A cidade foi saqueada e destruída. Seus habitantes foram mortos ou escravizados. Zhongdu, mais tarde rebatizada como Pequim, foi mais uma vítima da máquina de guerra comandada por Gêngis Khan.

Em seus 72 anos de vida, o líder mongol amealhou o maior império em extensão que um único homem já conquistou, da costa do Oceano Pacífico ao Mar Cáspio. Seus descendentes chegaram à Europa e ao Golfo Pérsico. “É a carreira militar mais fulminante da história. É como se um chefe de uma tribo indígena brasileira conquistasse hoje a América do Sul”, afirma Mario Bruno Sproviero, professor de Língua, Literatura e Cultura Chinesas da Universidade de São Paulo. A comparação faz todo sentido. Além de dispersos geograficamente, os mongóis não possuíam leis escritas, na verdade não tinham sequer escrita. Não conheciam a agricultura e seus modos eram pouco civilizados mesmo para os padrões da época.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Bárbaros: o mundo em transição


No momento em que, em 370, os hunos, liderados por Átila, decidiram cavalgar das estepes asiáticas em direção a oeste, a Europa começou a ficar de pernas para o ar. Apenas 106 anos depois, caía por terra o Império Romano do Ocidente. Tinha início um processo militar, político e social, que transformou para sempre os rumos da História. Furiosos, destemidos, violentos, os hunos começaram a pressionar alguns povos, como ostrogodos e vândalos, que estavam em seu caminho. Para escapar da fúria de Átila e seus guerreiros, essas tribos também passaram a procurar recantos mais seguros onde pudessem se estabelecer. Tarefa nada fácil, já que naquela época o mundo era dominado por uma potência militar, política e econômica: o Império Romano. Com cerca de 6 milhões de quilômetros quadrados, o território latino se estendia de Portugal ao Iraque, do norte da África à Inglaterra. Apesar de alguns conflitos aqui e ali, havia um razoável equilíbrio entre os romanos e os povos por eles dominados. Em alguns casos, até postos do próprio exército imperial eram ocupados pelos germânicos, povo originário de uma região além das fronteiras do império.

A erupção dos hunos detonou um processo irreversível. Era o início de uma era que entrou para a História com o nome de invasões bárbaras. Tradicionalmente esse período abrange os séculos 5 e 6, embora tenham ocorrido invasões de povos bárbaros antes e depois disso, como se verá a seguir. Nessa época, o Império Romano desabou como um castelo de cartas e foi invadido por forasteiros de todos os cantos. “Germânicos de quase todas as tribos marcharam em massa para dentro do império. Foi uma verdadeira inundação humana”, conta o historiador Voltaire Schilling. Mas, afinal, quem eram esses povos que desafiaram o poder romano? Por que passaram a ser conhecidos como bárbaros? De onde vinham?


domingo, 28 de novembro de 2010

Império Árabe: a marcha por Alá


A Europa vivia seus dias mais obscuros, consumida em conflitos sem fim entre reis e senhores cujo poder fragmentado não lhes permitia enxergar (ou ambicionar) nada além de seus próprios feudos. No entorno do Mediterrâneo, no leste do continente, no norte da África, no Egito e na Palestina, os cristãos bizantinos, orgulhosos herdeiros do velho Império Romano, lutavam para manter afastados os persas sassânidas, que controlavam as regiões da Mesopotâmia até a Ásia Central.

Foi quando, na periferia do mundo conhecido no século 7, um homem perto de seus 40 anos, que ganhava a vida conduzindo caravanas pelo deserto, afirmou ter recebido um chamado. O próprio Deus teria ordenado que ele proclamasse pelos quatro cantos que Alá era o único e que ele próprio, Maomé, seria seu mensageiro. Nascia a última grande religião monoteísta. Nascia também um império que em 200 anos se estenderia do sul da Europa até a Índia.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O verdadeiro rei Artur


As histórias de nobreza e cavalaria fizeram dele um mito na Idade Média. Um personagem da ficção, não da história. No entanto, alguns especialistas acreditam que ele teria de fato existido e que, por trás dos contos de magos e bruxas, talvez tenha havido um homem real. Quem era ele?

Não há quem não tenha ouvido falar, pelo menos uma vez, do rei Artur e de sua corte de jovens e bravos vassalos. Ostentando portentosas armaduras, combatendo pela honra de suas amadas e habitando grandes castelos, eles evocam os ideais da cavalaria, típicos da Idade Média. Da literatura às óperas, das artes plásticas ao cinema de Hollywood, poucos personagens mereceram tanta atenção e tornaram-se tão conhecidos. Mas, afinal, o rei Artur existiu?


terça-feira, 23 de novembro de 2010

A batalha de Arsuf


Corria o ano de 1191 e a situação era difícil para os cruzados na Terra Santa. Jerusalém estava novamente sob domínio dos muçulmanos, que haviam reconquistado a cidade quatro anos antes, bem como a maior parte do território que os cristãos chamavam de Outremer, estabelecido após a Primeira Cruzada em áreas que hoje correspondem a Israel, Palestina, Jordânia e Líbano. A perda de Jerusalém motivara uma nova Cruzada, a Terceira, que, depois de muita confusão, incluindo a morte de alguns de seus principais líderes, ficou sob comando do rei inglês Ricardo I, também conhecido como Ricardo Coração de Leão. Ricardo sabia que, para atacar Jerusalém com sucesso, era preciso garantir suas linhas de abastecimento, capturando a cidade portuária de Joppa (a atual Jaffa, em Israel). Com esse objetivo, no final de agosto de 1191, ele saiu da cidade de Acre em direção a Joppa, à frente de quase 30 mil homens e de uma longa caravana de camelos e mulas, carregados com suprimentos para tomar aquele porto estratégico.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Constantinopla: a queda da última estrela do Império Bizantino


Os presságios para os bizantinos no dia 24 de maio de 1453 eram os piores possíveis. Nesse dia, um eclipse lunar lembrou a todos os que resistiam ao cerco otomano, imposto pelo sultão Maomé II desde o dia 6 de abril, que uma antiga profecia estava para se cumprir. A lenda dizia que a bela Constantinopla (atual Istambul, na Turquia), a jóia do Oriente e capital do Império Bizantino, resistiria a seus inimigos enquanto a Lua brilhasse firme no céu. Para o desespero da população, os sinais da desgraça que estava para se abater sobre os homens do imperador Constantino XI não pararam por aí. No dia seguinte, um ícone da Virgem Maria se espatifou no chão durante uma procissão e, na seqüência, uma chuva de granizo inundou as ruas, encharcando os mais de 22 km de muralhas que protegiam a cidade.

Para muitos, a culpa era da política de reaproximação com as nações católicas do Ocidente promovida pelo imperador e iniciada ainda no reinado de seu pai, João VIII. Preocupado com o isolamento de seu império desde o cisma entre as igrejas católica e ortodoxa, em 1054, Constantino não podia imaginar que, ao exigir uma anuidade de Maomé para sustentar um príncipe otomano prisioneiro em Constantinopla, estava dando início a sua própria destruição. Pois o sultão considerou a cobrança da taxa uma afronta pessoal e imediatamente começou os preparativos para iniciar o cerco.


domingo, 21 de novembro de 2010

Os vikings descobriram a América?


Foi Leif Eriksson, e não Cristóvão Colombo, quem descobriu a América. O explorador viking chegou ao continente americano cerca de 500 anos antes do navegador genovês. Isso mesmo. Apesar de nos livros escolares geralmente a gente aprender que o Novo Mundo foi conquistado em 1492, na verdade sua descoberta ocorreu por volta do ano 1000. Essa teoria é conhecida há décadas, mas só nos últimos anos os estudiosos conseguiram descobrir mais detalhes sobre a aventura viking.

As sagas vikings sempre falaram de uma mítica Vinland, ou terra das vinhas, que teria sido descoberta na virada do século 10 para o 11. No entanto, até os anos 60 não havia qualquer prova de sua existência. A confirmação só ocorreu quando o explorador norueguês Helge Ingstad e sua mulher, a arqueóloga Anne Stine Ingstad, encontraram, com a ajuda de pescadores, vestígios de um assentamento nórdico em L’Anse aux Meadows, na costa da ilha de Terra Nova, no Canadá. Datações feitas por carbono 14 indicaram que os vestígios são mesmo do ano 1000, o que coincide com os relatos vikings sobre a viagem de Eriksson. A localização e as características dessas ruínas também estavam de acordo com o descrito pelos contemporâneos de Eriksson. Todas as evidências, juntas, fizeram com que o mito viking ganhasse consistência. Considerado o mais antigo assentamento europeu no Novo Mundo, o local foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 1978.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Templários e monges da pesada


Saladino era um soberano conhecido por sua serenidade. Mas não durante a guerra. Logo após a Batalha de Hattin, em 1187 (em que os exércitos cristãos da Terra Santa foram massacrados), o soberano da Síria e do Egito tomou uma decisão cruel. Reuniu os 230 cavaleiros templários e hospitalários que foram feitos prisioneiros e ordenou que renegassem a cruz para abraçar o Islã. Quem se recusasse seria decapitado ali mesmo. Se fossem outros os prisioneiros, a proposta talvez fosse aceita pela maioria. Para aquele grupo de fanáticos monges guerreiros, porém, a oferta era uma ofensa. Nenhum deles concordou. Saladino então teria dito: “Vou purificar a terra dessas raças impuras”. Foram todos decapitados.

Pode ter parecido uma solução radical, mas na verdade, para os sarracenos, os templários e as outras ordens de monges guerreiros eram muito temidos. “Ordens militares, como a dos templários, hospitalários e cavaleiros teutões, uniam duas características explosivas: o fanatismo cristão medieval e o tradicional amor às armas da nobreza franca”, explica o professor Wilson Batista, professor do departamento de história da Universidade de São Paulo.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Drácula: o filho do dragão


A cena é horripilante, sem dúvida, mas até um cego, incapaz de vê-la, conseguiria sentir a dimensão da atrocidade perpetrada ali. Ou melhor, farejá-la: 20 mil corpos humanos apodrecem ou agonizam diante da cidadela abandonada, uma floresta de empalados capaz de atemorizar até o líder do maior império do planeta. O sultão turco Mehmed II, conquistador de Constantinopla e veterano de muitas guerras, diz para quem quiser ouvir que não é possível enfrentar um inimigo que se dispõe a tal ato. Deixa o comando de seu exército e volta para a segurança de seu harém.


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